Direito bancário empresarial · Belo Horizonte · Atuação nacional
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Atuação

Advogado de direito bancário empresarial

O banco tem departamento jurídico desde antes de você assinar o contrato. A assimetria não é de razão — é de assessoria.

Resposta direta

O advogado de direito bancário empresarial atua na relação entre a empresa e as instituições financeiras: audita contratos de crédito, discute juros e encargos acima da prática de mercado, conduz renegociação com base em laudo, defende a empresa em execução, bloqueio e busca e apreensão, e trata a exposição pessoal dos sócios avalistas. É área distinta do direito do consumidor bancário, porque o contrato empresarial segue outra lógica e outras referências.

O que esse advogado faz, concretamente

A imagem corrente é a de alguém que "entra contra o banco". Na prática, a maior parte do trabalho acontece antes de qualquer processo — e boa parte dos casos termina sem processo nenhum.

Levanta o passivo real
Relatório do SCR do Banco Central e contratos, cruzados operação por operação, incluindo o que já foi cedido a fundos e quem assinou cada garantia.
Audita cada contrato
Recálculo confrontado com a série de taxa média da modalidade no período, com verificação de encargos, capitalização, tarifas e custo efetivo total.
Negocia com base técnica
Apresenta laudo e pedido concreto por contrato, em vez de pedir desconto. Comitê de crédito responde a documento.
Defende em juízo quando é o caminho
Revisional, embargos à execução, impugnação de penhora, defesa em busca e apreensão e pedidos de desbloqueio.
Protege a exposição pessoal
Mapeia aval, garantias e bens da família, e trata a liberação ou substituição de garantia pessoal nas repactuações.
Revisa antes de assinar
Contrato novo ou renegociação analisados antes da assinatura, quando ainda existe margem para mudar taxa, garantia e cláusula de vencimento antecipado.

Direito bancário empresarial não é direito do consumidor

A distinção tem consequência prática direta. Contrato empresarial não conta, em regra, com a proteção que se aplica à relação de consumo, e a jurisprudência é mais exigente quanto à liberdade de contratar entre empresas. Argumento que funciona numa ação de pessoa física costuma ser insuficiente aqui.

O que sustenta o caso empresarial é técnico: comparação com a série pública de taxa média da modalidade, demonstração de cumulação de encargos vedada, capitalização fora das hipóteses autorizadas, tarifa sem contrapartida. É por isso que a auditoria vem antes da tese — e por isso banca que trata contrato de capital de giro como se fosse financiamento de veículo de pessoa física tende a perder.

Quando chamar — e o custo de esperar

O momento ideal é antes da inadimplência, quando ainda há relacionamento bancário para preservar, limite operacional em pé e tempo para escolher a ordem das conversas. O momento mais comum é depois do primeiro bloqueio de conta.

Entre um e outro, cada etapa perdida estreita as opções: o atraso registrado no SCR fecha crédito em todas as instituições, o vencimento antecipado transforma uma operação problemática em todas elas, a cessão a fundo muda o interlocutor e o prazo de embargos, uma vez vencido, não volta.

Não significa que tarde seja inútil. Significa que a mesma dívida custa mais cara para tratar a cada mês, e que a diferença entre procurar em janeiro e procurar em junho costuma ser maior do que qualquer desconto negociado.

A primeira reunião: o que levar e o que esperar

O material útil é: relação das dívidas por banco, contratos e aditivos que a empresa tiver, extratos das contas vinculadas, eventuais notificações ou citações recebidas e a informação de quem assinou como avalista. Faltando parte disso, o relatório do SCR pelo Registrato já permite montar o mapa inicial.

O que se deve esperar da reunião é um diagnóstico e um plano, não um número. Escritório que apresenta percentual de desconto antes de ver os contratos está estimando pelo que costuma acontecer — e promessa de resultado, além de imprecisa, contraria o Provimento 205/2021 da OAB.

Quem assina o trabalho

A responsável técnica é Janaína Issa Gomes, inscrita na OAB sob o nº 124.655/MG, à frente de um escritório dedicado exclusivamente ao direito bancário empresarial: auditoria de contratos, gestão e reestruturação de passivos e proteção patrimonial de empresas com dívidas acima de R$ 100 mil.

O método de trabalho é publicado em quatro fases, e o escritório mantém acervo aberto de artigos técnicos assinados, com as fontes públicas que sustentam cada tese — Registrato e SCR do Banco Central, séries de taxa média por modalidade e as regras de provisionamento. Publicar o método é uma escolha: cliente que entende a sequência cobra melhor o próprio advogado.

Para quem é este trabalho

O escritório atende

  • Empresa com dívida bancária acima de R$ 100 mil, em dia ou em atraso.
  • Sócio avalista com patrimônio pessoal exposto.
  • Empresa citada em execução, com conta bloqueada ou bem apreendido.
  • Quem vai assinar renegociação ou novo contrato e quer revisar antes.
  • Empresa cobrada por fundo que comprou a dívida do banco.

Não é o caso quando

  • Dívida de consumo de pessoa física, que segue outra lógica jurídica.
  • Passivo abaixo de R$ 100 mil, em que o custo do trabalho técnico não se justifica.
Vocabulário

Os termos que aparecem nesta conversa

Direito bancário empresarial
Ramo que trata das relações de crédito entre empresas e instituições financeiras, com regras e referências distintas das aplicáveis à relação de consumo.
SCR
Sistema de Informações de Créditos do Banco Central, que registra as operações de crédito de cada CNPJ em todas as instituições.
Honorário de êxito
Parte da remuneração condicionada ao resultado obtido, com base de cálculo e hipóteses definidas em contrato escrito.

Perguntas frequentes

Quando devo procurar um advogado de direito bancário?

Idealmente quando a parcela começa a comprometer o capital de giro, ainda sem atraso — há mais opções e o custo é menor. Na prática, procurar vira urgência quando chega citação de execução, bloqueio de conta ou busca e apreensão, porque aí os prazos são processuais e correm em dias.

Quanto custa contratar?

O arranjo usual combina honorário fixo pela auditoria e honorário de êxito sobre o resultado, com custas, perícia e despesas discriminadas à parte. Tudo por escrito antes do início, com escopo e prazo de entrega do diagnóstico definidos.

Preciso processar o banco?

Na maioria dos casos, não. Boa parte se resolve na via extrajudicial, porque o laudo de auditoria dá ao credor um motivo técnico para revisar o número. O processo entra quando a distorção é grande e o banco não responde tecnicamente, ou quando já há execução em curso.

Qual a diferença para um advogado de dívidas de pessoa física?

A lógica jurídica e a base técnica. Contrato empresarial não conta, em regra, com a proteção da relação de consumo, e o que sustenta o caso é a comparação com as séries de taxa média do Banco Central da modalidade. São modalidades, referências e teses diferentes.

O escritório atende empresas de todo o Brasil?

Sim. A sede é em Belo Horizonte e o atendimento é nacional: o trabalho é documental, as fontes são nacionais e as audiências, quando existem, são majoritariamente por videoconferência.

Há valor mínimo de dívida?

O foco é passivo bancário empresarial acima de R$ 100 mil. Abaixo disso o custo da auditoria raramente se justifica, e a orientação é indicar outro caminho em vez de assumir o caso.

Janaína Issa Gomes
Quem responde por esta atuação

Janaína Issa Gomes

Advogada fundadora · OAB 124.655/MG

Advogada inscrita na OAB sob o nº 124.655/MG, dedicada ao direito bancário empresarial. Atua na auditoria de contratos bancários, na gestão e reestruturação de passivos e na proteção patrimonial de empresas com dívidas acima de R$ 100 mil. Escritório em Belo Horizonte, com atendimento em todo o Brasil.

Base técnica

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